Mandela: Política e Racismo

20 abril 2009

Após ausência de alguns países em reunião da ONU sobre o tema, ex-líder sul-africano pediu que diferenças não comprometam dignidade das vítimas de discriminação.

Carlos Araújo & Michelle Alves de Lima, da Rádio ONU em Nova York.*

O ex-presidente da África do Sul e Prêmio Nobel da Paz, Nelson Mandela, disse que diferenças de opinião não deveriam paralisar os esforços globais para se alcançar um mundo livre de racismo, ódio, discriminação e intolerância.

A declaração foi feita numa mensagem lida na abertura da Conferência de Revisão de Durban sobre Racismo, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas. O encontro foi aberto, nesta segunda-feira, em Genebra.

Humanidade

Num discurso lido pelo deputado da Tanzânia, Al Shayamaa J. Kwegyir, Mandela afirmou que divergências são normais e saudáveis num fórum sobre o tema.

O Prêmio Nobel da Paz disse que a experiência de seu país, a África do Sul, na luta contra o apartheid mostrou que a discriminação contra uma parte da população desvaloriza a humanidade tanto para o que ele chamou de oprimidos como para os opressores.

Nelson Mandela disse que a conferência da ONU sobre racismo é uma oportunidade de rever os progressos feitos para combater o problema desde a realização da conferência de Durban, há oito anos.

Segundo o líder sul-africano, o mundo nunca deveria esquecer que milhões de pessoas são vítimas do flagelo.

Ele pediu ao fórum para não permitir que a dignidade dessas vítimas seja comprometida por aquilo que chamou de "diferenças obscuras entre políticos".

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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