ONU deplora ataques contra políticos na Somália

17 abril 2009

Enviado do Secretário-Geral disse que os ataques visam atrasar o trabalho do novo governo e a adopção pelo parlamento da lei islâmica, Sharia.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Representante Especial de Ban Ki-moon na Somália, Ahmedou Ould-Abdallah, condenou com veemência recentes ataques contra políticos na capital, Mogadíscio.

Numa nota emitida esta sexta-feira, o enviado da ONU disse que visavam atrasar o trabalho do novo governo de restaurar a paz e a adopção pelo parlamento da lei islâmica Sharia.

Desesperados

Ould-Abdallad revelou que na quinta-feira um membro do governo foi vítima de uma tentativa de assassinato. Um dia antes, um deputado tinha sido morto.

O representante de Ban Ki-moon disse não ter quaisquer dúvidas de que os indivíduos ou grupos que levaram a cabo esses ataques estão desesperados. Ould-Abdallah afirmou que os atacantes estão conscientes dos progressos feitos pelo novo governo e que querem manchar a imagem do país na região.

Humanitária

Mas o enviado das Nações Unidas indicou estar convicto de que desta vez eles não iriam suceder.

A Somália não tem um governo central e funcional desde a queda do presidente Siad Barre em 1991. As Nações Unidas estimam que cerca de 3,2 milhões de pessoas, 40% da população, necessitam de assistência humanitária.

 

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