Unesco diz que Fiji precisa autorizar liberdade de expressão
BR

17 abril 2009

Diretor-geral da agência afirmou que suspensão de notícias desfavoráveis aos militares é gravemente preocupante; novas medidas foram decretadas em 10 de abril após remoção do governo eleito.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, afirmou que a suspensão da liberdade de expressão em Fiji é motivo de grave preocupação.

O país, do centro-sul da Oceania, está sob comando de autoridades militares desde 10 de abril quando o governo eleito foi removido do poder.

Ordens

Segundo a Unesco, editores de mídia e imprensa não estão sendo mais permitidos a publicar nenhum material considerado desfavorável aos militares do arquipélago.

Quem descumprir as ordens corre o risco de ter o veículo de comunicação fechado.

O diretor-geral da agência da ONU, Koïchiro Matsuura, pediu aos militares que autorizem a liberdade de expressão e promovam um debate aberto na busca de soluções.

Desconfiança

Para Matsuura impedir que as pessoas recebam notícias sobre eventos importantes para elas não só inspira medo mas também desconfiança.

Após a deposição do governo, o chefe do Exército Frank Bainimarama assumiu o cargo de primeiro-ministro.

O presidente de Fiji, Ratu Josefa Iloilo, aboliu a Constituição e demitiu os juízes que declararam o governo militar ilegal.

O arquipélago do Pacífico tem sofrido com tensões internas entre as comunidades fijianas e os habitantes do país que são de origem indiana.

Desde 1987, Fiji já sofreu quatro golpes de Estado.

 

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