Acusações de bruxaria contra crianças preocupam

9 abril 2009

Vítimas são perseguidas e até mortas; agência da ONU diz que é um problema dos mais sérios em acampamentos de refugiados em todo o mundo; albinos também sofrem alegações.

João Rosário, para a Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, considera que os trabalhadores humanitários devem estar atentos às acusações de bruxaria porque causam ameaças sérias às vítimas.

Um estudo realizado pela responsável de reassentamento do Acnur, Jill Schnoebelen, alerta para o facto de que as acusações conduzem a situações de violência e perseguição em todo o mundo.

Protecção

O Acnur aconselha os trabalhadores humanitários confrontados com casos desta natureza a oferecerem protecção às vítimas, a acompanhar as pessoas e a realizar campanhas de alerta.

Num encontro organizado pela agência sobre acusações de bruxaria, o director da organização Stepping Stones Nigeria, Gary Foxcroft, disse que quando um menor é apontado como bruxo, é rejeitado pela família e pela comunidade.

A organização acompanha crianças nigerianas que sofreram abusos físicos e mentais por terem sido acusadas.

Problema

Além das crianças, Foxcroft explicou que as mulheres estão mais sujeitas a estes tipos de acusações e que em alguns países africanos, como na Tanzânia, os albinos são assassinados porque há quem acredite que partes dos seus corpos têm poderes mágicos.

O responsável do Serviço de Política, Desenvolvimento e Avaliação do Acnur, Jeff Crisp, considerou que em alguns países, as acusações de bruxaria estão entre os mais sérios problemas que a agência enfrenta nos acampamentos de refugiados.

 

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