Nações Unidas dizem que instabilidade na Somália leva à pirataria
BR

9 abril 2009

Declaração partiu do chefe do Setor de Segurança Marítima de agência das Nações Unidas após o sequestro do navio americano no leste da África, nesta quarta-feira.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

A Organização Marítima Internacional, OMI, disse que os ataques de piratas no leste da África só poderão ser resolvidos com o fim da instabilidade política na Somália.

A afirmação é do chefe do Setor de Segurança Marítima da OMI, Chris Trelawny.

Sem Governo

Ele falou à Rádio ONU após piratas terem tomado um navio americano na costa da Somália, na quarta-feira.

De acordo com Trelawny, as Nações Unidas ou a União Africana precisam ajudar a estabilizar a ordem no país, que está sem governo efetivo desde 1991.

O navio, Maersk Alabama, tinha uma tripulação de 21 pessoas e estava transportando cargas inclusive ajuda humanitária para o Programa Mundial de Alimentos, PMA.

Navio de Guerra

Segundo agências de notícias, os americanos conseguiram retomar o controle do cargueiro, mas o comandante da embarcação, Richard Phillips, foi levado como refém pelos piratas.

Nesta quinta-feira um navio de guerra dos Estados Unidos chegou ao litoral da Somália para escoltar o cargueiro.

Segundo a ONU, no ano passado foram registrados pelo menos 111 ataques piratas contra navios na região. Os sequestros são geralmente feitos para pedido de resgate.

Ajuda Humanitária

Cerca de 2,4 milhões de somalis dependem de ajuda humanitária para sobreviver e 95% desta assistência são transportados por navio.

A OMI disse que tem intensificado treinamento para segurança de tripulações no litoral da Somália. Uma das recomendações é a de trafegar em alta velocidade, estar vigilante e preparado para manobrar, bruscamente, para evitar ataques.

Mas segundo a agência, não há como cobrir todo o Golfo de Áden com navios de guerra por causa da vasta dimensão da área.

*Apresentação: Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York.

 

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