Biocombustíveis ajudam populações rurais, diz FAO

8 abril 2009

Estudo, feito em 12 países de África, América do Sul e Ásia, sugere que produção de bionergia ajuda no desenvolvimento; pesquisa elogia o etanol brasileiro como um trabalho pioneiro.

[caption id="attachment_143779" align="alignleft" width="175" caption="Lenha como combustível"]

João Rosário, para a Rádio ONU em Nova Iorque.

Um estudo desenvolvido pelo Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, e pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional da Grã-Bretanha revela que o recurso à bioenergia promove o desenvolvimento rural das populações mais pobres.

O documento, divulgado esta quarta-feira em Roma, diz que a produção de bioenergia em pequena escala e por comunidades locais, desempenha um papel determinante nos países em desenvolvimento.

África

Os peritos analisaram o desenpenho de vários projectos em 12 paises de África, América Latina e da Ásia.

Em África, foram acompanhados projectos no Senegal, no Mali, no Quénia e na Tanzânia.

Um dos projectos analisado neste último país africano é o desenvolvimento de biogás a partir da planta do sisal, na região de Tanga.

O sisal é a principal cultura de Tanga, utilizado em cordas, vestuário e carpetes, entre outros produtos.

Um dos autores do estudo e especialista do Departamento de Recursos Naturais da FAO, Oliver Dubois, disse à Rádio ONU, de Roma, que os países africanos precisam se informar sobre a nova geração de biocombustíveis para ter mais eficiência

"É possível melhorar a utilização de um fogão a lenha. Em muitas populações rurais, é feito apenas com três pedras, perde-se muita energia e a eficência é muito baixa. Além disso, as pessoas ficam expostas aos fumos, que são nocivos à saúde. Por isso há muitas vantagens em melhorar a utilização dos fornos a lenha", disse.

Uma empresa da região desenvolveu um sistema em que promove e apoia pequenos agricultores a produzirem sisal que depois é trasnportada para a primeira fábrica no mundo de transformação do sisal em biogás.

O combustível conseguido alimenta as máquinas da fábrica e o excedente é trasformado em electricidade usada nas casas dos pequenos agricultores, em escolas e hospitais.

Brasil

Outro exemplo de sucesso analisado pela FAO é a produção de etanol no Brasil. O combustivel é conseguido através da transformação da cana de açúcar, num processo em que o Brasil é um dos países pioneiros no mundo.

A FAO conclui que, embora os biocombustíveis ainda enfrentem desafios até à sua adopção, para os países mais pobres esses desafios são na mesma escala no mundo rural que as dificuldades de adopção de novas tecnologias e falta de investimentos.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud