Unamid alerta para vazio de ajuda no Darfur (Português para África)

7 abril 2009

A Missão Conjunta da UA e da ONU diz que pelo menos 16 organizações não governamentais estão impedidas de trabalhar no Darfur desde que o TPI emitiu um mandado contra o presidente do Sudão por crimes de guerra e contra a humanidade.

João Rosário, para a Rádio ONU em Nova Iorque.

Funcionários da Missão Conjunta da ONU e da União Africana no Darfur, Unamid, estiveram na segunda-feira em Adis Ababa, capital da Etiópia, para discutir a situação humanitária na província.

Os membros da Unamid reuniram-se com o comité de paz e segurança da União Africana e o Conselho de Segurança.

Mandado de Prisão

O representante especial da Unamid, Rodolphe Adada, falou sobre a deterioração da situação no Darfur após a emissão do mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, TPI, contra o presidente sudanês Omar Al-Bashir, no início do mês passado.

O governo do Sudão decidiu expulsar 13 organizações internacionais não-governamentais e suspendeu outras três nacionais depois do TPI ter indiciado Al-Bashir por crimes de guerra e contra a humanidade.

A Unamid já tinha relatado, previamente, um crescendo de ataques a membros da missão de paz e a detenção de civis na região, e expressou preocupação sobre a segurança dos trabalhadores humanitários depois do TPI ter anunciado a sua decisão.

A Unamid foi criada para proteger civis no Darfur, onde se estima que já tenham sido mortas mais de 300 mil pessoas e outras 2,7 milhões tenham sido forçadas a sair das suas casas desde que o conflito eclodiu em 2003, entre rebeldes, forças governamentais e milícias.

 

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