Nações Unidas relembram 15 anos do genocídio no Ruanda

7 abril 2009

Fotografias e leitura dos relatos dos sobreviventes vão marcar lembrar as vítimas da violência entre Hutus e Tutsis; Ban Ki-moon diz que a prevenção é responsabilidade de todos.

João Rosário, para a Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas assinalam esta terça-feira o 15º aniversário do genocídio do Ruanda com iniciativas que pretendem manter acesa a memória dos actos de violência entre tutsis e hutus que levaram à morte de mais de 800 mil pessoas, em 1994. A grande maioria tutsis e hutus moderados.

O massacre ocorreu durante um período de menos de 100 dias em abril de 1994.

A cerimónia evocativa é organizada pela ONU em colaboração com a missão permanente do Ruanda e contempla a leitura de vários testemunhos de sobreviventes do genocídio.

Esforço

Na sessão solene, personalidades e estudantes darão voz a 90 ruandeses que viveram os acontecimentos no país.

Na mensagem do Secretário-Geral da ONU sobre os 15 anos do genocídio neste país africano, Ban Ki-moon disse que as Nações Unidas continuam a trabalhar para evitar tragédias como a que aconteceu no Ruanda.

Ban explica que a ONU intensificou o seu foco na prevenção dos conflitos e deu mais força à capacidade de mediação e que as Nações Unidas estão a fazer mais para proteger os civis apanhados em situações de conflito.

Prevenção

O Secretário-Geral da ONU entende que a prevenção do genocídio é uma responsabilidade colectiva.

Ban realça que organismos como o Tribunal Criminal Internacional para o Ruanda são um forte sinal de que o mundo não irá tolerar a impunidade perante grandes violações dos direitos humanos e das leis humanitárias.

Outra iniciativa, vão estar patentes no Conselho de Tutela, em Nova Iorque, as exposições fotografias e entrevistas de Jonathan Torgovnik, com os títulos "Visões do Ruanda" e "Consequências Intencionadas".

 

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