FAO e OIM ajudam migrantes a investir nos seus países

27 março 2009

Segundo uma nota da FAO, acordo assinado pelos dois órgãos reflecte o crescente reconhecimento do papel chave desempenhado por migrantes nos seus países de origem; o total de remessas enviadas em 2008 totalizou US$ 283 mil milhões.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO e a Organização Internacional para Migrações, OIM, assinaram um acordo para ajudar migrantes a investir em projectos agrícolas nos seus países de origem.

Os dois órgãos concordaram em cooperar no apoio a iniciativas de desenvolvimento sugeridas por migrantes em África, América Latina, Ásia e Médio-Oriente.

A ideia é procurar parcerias com governos locais e nacionais tanto nos países em desenvolvimento como nos desenvolvidos, e mobilizar recursos financeiros e humanos de governos, associações de migrantes, ONGs e sector privado.

Remessas

Segundo uma nota da FAO, o acordo reflecte o crescente reconhecimento do papel chave desempenhado por migrantes nos seus países de origem, através das suas contribuições financeira e técnica.

Em 2008, os migrantes enviaram para os seus países de origem remessas no valor de cerca de US$ 283 mil milhões. Segundo o Banco Mundial, esse montante é superior ao fluxo de ajuda externa e investimento directo estrangeiro canalizado para os países pobres.

Mónica Goracci, a representante da OIM em Portugal, disse à Rádio ONU, de Lisboa, que os migrantes dos países lusófonos em África e do Brasil serão incluidos no acordo.

Lusófonos

"O o acordo de qualquer forma visa África, América Latina e o Médio-Oriente. Aliás, são actividades que a OIM de Lisboa já está a implementar noutros sectores, em particular com a diáspora de Cabo Verde. Mas para a OIM isto faz parte de uma série de actividades de migração e desenvolvimento que a organização tem vindo a actuar nos vários países há muito tempo" afirmou.

Além de encorajar investimentos em actividades agrícolas, o acordo entre a FAO e a OIM fornece assistência técnica aos países beneficiados.

 

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