Jornalista afegão defendia democracia, diz Unesco (Português para o Brasil)

26 março 2009

Agência da ONU condenou o assassinato do repórter Jawed Ahmad, por homens armados, na cidade de Kandahar, no sul do Afeganistão.

Carlos Araújo & Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Koïchiro Matsuura, condenou nesta quarta-feira o assassinato do repórter afegão Jawed Ahmad.

O jornalista, de 23 anos, foi morto a tiros, em 10 de março, na cidade de Kandahar, no sul do país.

Liberdade

Ahmad trabalhava como correspondente para vários órgãos incluindo a rede de TV do Canadá, CTV News.

Matsuura afirmou que o assassinato é um duro golpe para a liberdade de expressão. E disse que Ahmad era um defensor corajoso do debate democrático no Afeganistão.

Em novembro de 2007, Ahmad foi preso pelo Exército americano após ser acusado de contatar o movimento Talebã. Ele ficou 11 meses detido.

Dois Lados

Segundo agências de notícias, na época, o jornalista havia negado as acusações afirmando que era seu dever como repórter ouvir os dois lados.

O movimento islâmico Talebã, que saiu do poder em 2001 após a intervenção militar liderada pelos Estados Unidos, tem uma forte presença no sul do Afeganistão.

A ONG Repórteres Sem Fronteiras e vários jornalistas afegãos teriam afirmado que o Talebã poderia estar por trás da morte do jornalista.

O assassinato de Jawed Ahmad foi condenado também pelo presidente do país, Hamid Karzai.

 

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