Pelo menos 19 funcionários da ONU estão presos
Dois dos três funcionários da organização, sequestrados em Dezembro no Niger, continuam desaparecidos; segundo as Nações Unidas, de Julho de 2007 a Junho de 2008, houve 199 casos de detenção, 39 realizadas por grupos que não pertenciam a nenhum governo.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque*.
O Secretário-Geral, Ban Ki-moon, pediu a 105 países-membros da ONU que ratifiquem a Convenção sobre Segurança de Funcionários e Associados da organização.
O apelo faz parte de uma mensagem de Ban, divulgada neste 25 de Março, para marcar o Dia Internacional de Solidariedade a Funcionários Detidos e com Paradeiro Desconhecido.
Cativeiro
Segundo a ONU, entre Julho de 2007 e Junho de 2008, ocorreram 199 prisões. Deste total, 19 pessoas continuam detidas. Dezenas de funcionários foram presos por grupos e movimentos que não pertencem a nenhum governo.
Ban pediu aos países-membros e a grupos não-estatais que libertem os funcionários imediatamente.
Na segunda-feira, um dos três empregados da ONU, sequestrados no Níger em Dezembro, foi liberado do cativeiro.
Beirute
O caso mais longo de desaparecimento de trabalhadores da organização é o do jornalista Alec Collet. Ele foi levado por homens armados num ataque perto do aeroporto de Beirute, no Líbano, em 1985.
Collet trabalhava para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinianos, Unrwa.
Hoje, 24 anos depois, o caso ainda não foi esclarecido.