Pelo menos 19 funcionários da ONU estão presos
Segundo organização, de julho de 2007 a junho de 2008, houve 199 casos de detenção, 39 realizadas por grupos que não pertenciam a nenhum governo.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
O Secretário-Geral Ban Ki-moon pediu a 105 países-membros da ONU que ratifiquem a Convenção sobre Segurança de Funcionários e Associados da organização.
O apelo é parte de uma mensagem de Ban, divulgada neste 24 de março, para marcar o Dia Internacional de Solidariedade a Funcionários Detidos e com Paradeiro Desconhecido.
Níger
Também nesta terça-feira, faz 50 dias que o chefe do Escritório da ONU na cidade de Quetta, no Paquistão, foi levado por homens armados. John Solecki, que tem problemas graves de saúde, continua em cativeiro.
Segundo a ONU, entre julho de 2007 e junho de 2008, ocorreram 199 prisões. Deste total, 19 pessoas continuam detidas. Dezenas de funcionários foram presos por grupos e movimentos que não pertencem a nenhum governo.
Ban pediu aos países-membros e a grupos não-estatais que libertem os funcionários imediatamente.
Na segunda-feira, um dos três empregados da ONU, sequestrados no Níger em dezembro, foi liberado do cativeiro.
Jornalista
O caso mais longo de desaparecimento de trabalhadores da organização é o do jornalista Alec Collet. Ele foi levado por homens armados num ataque perto do Aeroporto de Beirute, no Líbano, em 1985.
Collet trabalhava para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa.
Hoje, 24 anos depois, o caso ainda não foi esclarecido.
*Apresentação: Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York.