Conflito em Gaza foi novo crime contra humanidade (Português para o Brasil)

23 março 2009

Afirmação foi feita por relator da ONU que também pediu investigação sobre as mortes ocorridas entre dezembro e janeiro.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O relator do Conselho de Direitos Humanos em Gaza, Richard Falk, afirmou que a tática militar aplicada por Israel durante o último conflito na região deveria ser interpretada como novo crime contra a humanidade.

A declaração foi feita, nesta segunda-feira, no Conselho de Direitos Humanos em Genebra, na Suíça.

Pedidos

Falk disse que o caso deveria ser investigado por uma comissão e lembrou que muitos pedidos já foram feitos para que isso ocorra.

De acordo com o relator, o conflito na Faixa de Gaza entre dezembro e janeiro últimos matou pelo menos 1,4 mil pessoas incluindo 13 israelenses.

Pelo relatório, 200 israelenses ficaram feridos.

O Exército de Israel disse que a operação foi uma resposta a ataques com foguetes lançados por militantes palestinos do movimento Hamas contra o sul do país.

Civis

Falk afirmou que o número de civis palestinos mortos foi seis vezes maior que o de combatentes. Para ele, isso demonstra a falha de Israel de respeitar a distinção entre civis e combatentes nas zonas de conflito.

O embaixador israelense no Brasil, Giora Becher, disse à Rádio ONU, de Brasília, que a conclusão do relator é tendenciosa.

"Posso dizer que o sr. Falk é muito conhecido em Israel pela sua posição anti-israelense. O público tem que entender que esta comissão não é objetiva. Eles dedicam a maior parte do tempo a criticar Israel", afirmou.

O relator da ONU, Richard Falk, disse que o bloqueio à entrega de ajuda humanitária aos palestinos continua ocorrendo.

Segundo ele, para acabar com a violência entre palestinos e israelenses, será preciso uma ação diplomática intensa e que ambas as partes respeitem as leis internacionais.

 

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