160 mil deslocados no Kivu Norte desde Janeiro

20 março 2009

Acnur disse que 30 mil civis congoleses foram deslocados por ataques de rebeldes hutus nas últimas duas semanas; trabalhadores humanitários estão também a ser intimidados.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado para os Refugiados, Acnur, disse esta sexta-feira que ataques de um grupo rebelde hutu continuam a provocar o deslocamento de milhares de pessoas no leste da República Democrática do Congo.

Segundo a agência da ONU, cerca de 30 mil congoleses foram deslocados nas últimas duas semanas.

Um total de 1 milhão de pessoas tiveram de fugir de suas casas na província de Kivu Norte, na última década, na sequência de uma série de conflitos envolvendo tropas governamentais e vários grupos rebeldes.

As Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, Fdlr, uma milícia hutu, tem vindo a retaliar contra civis, em resposta a uma operação militar conjunta dos exércitos do Congo e do Ruanda.

Intimidação

Ron Redmond, porta-voz do Acnur, revelou que confrontos no leste do país deixaram mais de 160 mil civis deslocados desde meados de Janeiro. Ele disse que a maior parte dessas pessoas passam as noites na floresta com medo de ataques e intimidação do Fdlr.

A agência da ONU está preocupada com a possibilidade dos repetidos ataques contra trabalhadores humanitários afectarem a assistência aos deslocados. No último incidente, homens armados atacaram e saquearam esta semana um camião pertencente a uma ONG em Rutshuru, em Kivu Norte.

 

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