111 navios atacados na Somália em 2008

19 março 2009

Num relatório, Ban Ki-moon disse que a comunidade internacional deveria usar a legislação internacional existente para prender e julgar piratas.

Piratas na SomáliaCarlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse esta quarta-feira que apesar do lançamento de uma das maiores frotas anti-pirataria da história moderna, os ataques contra embarcações ao largo da costa da Somália só terminarão quando a ordem for instaurada naquele país do Corno de África.

Num relatório ao Conselho de Segurança, Ban disse que uma abordagem multidimensional é crucial para enfrentar o problema da pirataria marítima. Ele afirmou que essa abordagem deveria incluir os esforços de paz da União Africana, o processo político em curso e o reforço das instituições.

O Secretário-Geral encorajou os Estados membros a contribuirem para o fim da instabilidade na Somália, apoiando o processo de paz de Djibuti e a missão da União Africana no país, Amisom.

Segurança

Ban disse que a comunidade internacional deveria usar a legislação internacional existente para deter e julgar piratas suspeitos.

O relatório do Secretário-Geral indica que os 111 ataques contra navios no corredor que liga o Canal do Suez ao Oceano Índico, o ano passado, representam um aumento de cerca de 200% em relação a 2007. Sete incidentes foram notificados nos dois primeiros meses deste ano.

Ban Ki-moon afirmou que a ONU deveria estar particularmente preocupada com a segurança dos navios que transportam assistência alimentar para 2,4 milhões de somalis. 95% da ajuda enviada para a Somália é transportada por via marítima.

O relatório revela que as redes mais proeminentes de piratas estão baseadas em comunidades piscatórias do nordeste e centro do país. A sua organização reflecte a estrutura social que tem por base um sistema de clãs.

 

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