ONU e governo avaliam situação em Darfur (Português para África)

16 março 2009

John Holmes disse a jornalistas em Nova Iorque que o impacto dramático da expulsão de ONGs de Darfur não seria sentido em dias ou semanas, mas a médio e longo prazos.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O coordenador humanitário da ONU, John Holmes, disse esta segunda-feira que as Nações Unidas e o governo sudanês estão actualmente a conduzir uma avaliação conjunta em Darfur, para identificar as lacunas na assistência humanitária causadas pela expulsão de 13 ONGs internacionais da região.

Falando a jornalistas na sede da ONU, em Nova Iorque, Holmes afirmou que uma decisão final sobre como proceder seria tomada pelas duas partes após o regresso da equipa conjunta a Cartum, esta quarta-feira.

Dramático

O coordenador humanitário das Nações Unidas revelou que a organização estava preocupada com o impacto dramático das expulsões sobre a capacidade de fornecer assistência não só em Darfur, mas também na região norte do Sudão.

John Holmes disse que as consequências não seriam sentidas em dias ou semanas, mas a médio e longo prazos. Ele referiu que estava preocupado com as lacunas nas áreas de assistência sanitária e acesso a água potável e saneamento, particularmente nas regiões mais remotas.

O sub-secretário-geral das Nações Unidas de Assistência Humanitária afirmou que um possível surto de meningite no campo de Kalma e noutras áreas continuava a preocupar a ONU, revelando que a Organização Mundial da Saúde, OMS e ONGs parceiras, estavam a tentar lançar uma campanha de vacinação para 100 mil pessoas.

Violência

Holmes disse também que enquanto decorria a avaliação, a ONU e o governo sudanês estavam a discutir medidas transitórias para as ONGs que tinham sido expulsas. Ele afirmou que as Nações Unidas continuavam a defender uma posição de princípio de que a decisão do governo deveria ser mudada, para as ONGs poderem permancer em Darfur.

A província, situada na região ocidental do Sudão, vive um conflito civil desde 2003 entre tropas do governo, milícias e grupos rebeldes. A violência já matou 300 mil pessoas e obrigou 2,7 milhões a fugir de suas casas.

 

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