Nações Unidas pedem libertação de agentes

12 março 2009

Ban Ki-moon disse que os funcionários da ONG Médicos Sem Fronteiras deviam ser libertados imediatamente; eles foram sequestrados a 230 km de El-Fasher, capital de Darfur Norte e base da Unamid.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

As Nações Unidas pediram, nesta quinta-feira, a libertação dos trabalhadores estrangeiros da organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras, sequestrados em Darfur, no Sudão.

Segundo agências de notícias, eles foram levados do escritório da ONG em Saraf Umra, cerca de 230 km da cidade de El-Fasher, capital de Darfur Norte, nesta quarta-feira.

Reféns

Após invadir o local, os homens armados também tomaram mais dois reféns sudaneses, que foram libertados logo depois.

O apelo para a libertação dos trabalhadores humanitários foi feito pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta quinta-feira, durante uma conferência de imprensa em Nova Iorque.

Ban disse que todos querem ver a libertação imediata e segura dos três reféns. Ele pediu a todos os lados em Darfur e ao governo do Sudão que garantam a segurança de trabalhadores humanitários e dos funcionários da ONU.

Expulsão

Segundo ele, o número de ataques contra membros das missões de paz da ONU e de ONGs internacionais está a aumentar.

Os ataques ocorreram dias após o governo do Sudão anunciar a expulsão de Darfur de 16 ONGS, 13 delas internacionais, incluindo a Médicos Sem Fronteiras.

Na segunda-feira, soldados das forças de paz da ONU e da União Africana em Darfur, Unamid, foram alvejados a tiros. Ninguém morreu, mas um militar permanece em estado grave no hospital.

Conflito

Desde 2003, tropas do governo sudanês, milícias e grupos rebeldes estão em conflito na província de Darfur.

Pelo menos 300 mil pessoas já morreram e 2,7 milhões tiveram que fugir de suas casas.

No início deste mês, o presidente do país, Omar al-Bashir, foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional de crimes contra a humanidade e de guerra em Darfur, mas ele nega qualquer envolvimento com o caso.

 

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