FMI promete ajudar África a enfrentar crise (Português para África)

11 março 2009

Falando numa reunião na Tanzânia, o director-executivo do órgão, Dominique Strauss-Kahn, pediu à comunidade internacional para não se esquecer do continente.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, prometeu ajudar África a enfrentar a actual crise financeira global, fornecendo fundos adicionais e assistência técnica.

O órgão ofereceu também ser o porta-voz do continente na conferência que reunirá em Londres, no dia 2 de Abril, nações industrializadas e países emergentes, o chamado G-20, sobre formas de combater a redução no comércio global.

Falando numa reunião de ministros africanos das finanças, homens de negócios e académicos, que terminou esta quarta-feira, em Dar Es Salaam, na Tanzânia, o director-executivo do FMI, Dominique Strauss-Khan, disse que o encontro ocorria num momento crítico, em que o mundo enfrentava o que chamou de "grande recessão".

Colapso

Strauss-Kahn afirmou que o Fundo Monetário Internacional esperava um crescimento global abaixo de zero este ano, a pior crise económica dos últimos 60 anos.

Ele disse que o colapso das instituições financeiras, a queda dos níveis de confiança dos consumidores e homens de negócios e a redução da procura doméstica global eram as causas principais da crise. O chefe do FMI revelou ainda que o comércio mundial estava encolher-se a níveis alarmantes e que os preços das matérias primas continuam a cair.

Ameaça

Strauss-Kahn pediu à comunidade internacional para não se esquecer de África. Ele disse que não era só a protecção do crescimento económico e das receitas que estava em jogo, mas também evitar a ameaça de desestabilização e mesmo de guerra.

O FMI prometeu continuar a apoiar os países africanos com os recursos necessários para enfrentarem a crise. No ano passado, o órgão assinou 15 novos acordos com nações do continente afectadas pela alta dos preços alimentares e energéticos.

As Nações Unidas foram representadas na conferência de Dar Es Salaam pela vice-Secretária-Geral, Asha-Rose Migiro.

 

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