Conselho de Segurança preocupado com Darfur

6 março 2009

Embaixador da França disse que o conselho pediu ao governo do sudanês para assumir os seus compromissos na área humanitária; representante do Sudão afirmou que as ONGS expulsas eram organizações de governos.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança da ONU manifestou esta sexta-feira a sua profunda preocupação pela situação humanitária em Darfur, após a decisão do governo do Sudão de expulsar 13 ONGs que trabalhavam na província.

Falando a jornalistas após uma sessão do conselho à porta-fechada, o embaixador da França, Jean-Maurice Ripert, disse que as ONGs expulsas forneciam mais de metade da ajuda humanitária à população de Darfur. Ele revelou que entre 1 milhão e 1,5 milhões de pessoas estavam agora em risco de não terem comida, serviços sanitários e acesso a água e saneamento.

Compromissos

O embaixador da França disse que o Conselho de Segurança tinha apelado ao governo sudanês para respeitar os compromissos que assumiu na área humanitária.

Ripert relembrou que há poucos dias, Cartum assinou um acordo preliminar em Doha, no Catar, com o grupo rebelde Movimento para a Justiça e Igualdade, em que se comprometeu a facilitar o fornecimento de ajuda humanitária e garantir o acesso a trabalhadores humanitários.

Falando também à imprensa após a reunião, o embaixador sudanês, Abdalmahmood Abdalhaleem Mohamad, disse que as agências expulsas não são ONGs, mas sim organizações de governos. Ele disse que fazia a afirmação baseando-se no interesse que os governos estavam a mostrar pela expulsão das ONGs.

Expulsão

Mohamad informou que teria recebido uma ligação da embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, para discutir o assunto.

O embaixador do Sudão disse que outras agências como o Programa Alimentar Mundial, PAM, continuava a actuar no país, distribuindo comida a quem precisa em Darfur.

Questionado sobre a reacção internacional à expulsão das ONGs, ele disse que já era hora de colocar ordem na própria casa.

Mohamad afirmou que não entende como os países podem apoiar o indiciamento de um chefe de Estado em exercício e protestar pela expulsão do que ele chamou de "algumas ONGs irresponsáveis".

 

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