Sudão diz que ordem de prisão ‘é insulto à justiça’ (Português para o Brasil)

4 março 2009

Embaixador do país na Nações Unidas, Abdalmahmood Abdalhaleem Mohamad, diz à Rádio ONU que TPI não existe e que decisão deve ser ignorada.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.*

O embaixador do Sudão nas Nações Unidas, Abdalmahmood Abdalhaleem Mohamad, disse à Rádio ONU que a emissão do mandado de prisão contra o presidente do país, Omar al-Bashir "é um insulto à justiça".

Segundo ele, a decisão do Tribunal Penal Internacional, TPI, deve ser ignorada.

Mandado de prisão

O anúncio sobre o indiciamento do presidente Bashir foi feito, nesta quarta-feira, em Haia, sede do TPI, pela escrivã Silvana Arbia.

A escrivã informou que os juízes do TPI decidiram pelo mandado de prisão do presidente Omar al-Bashir por crimes de guerra e contra a Humanidade, mas que uma terceira acusação, de genocídio, foi rejeitada.

Nesta entrevista à Rádio ONU, o embaixador sudanês disse que para o seu país, o TPI não existe.

Respeito

Para Abdalmahmood Mohamad, a decisão do Tribunal Penal Internacional é um insulto à Justiça. O embaixador disse ainda que o órgão não é digno de respeito.

O embaixador afirmou à Rádio ONU que o governo continuará a respeitar suas obrigações para com os milhares de funcionários civis e militares das Nações Unidas no país.

A ONU tem duas missões no país. Uma em Cartum, capital sudanesa, e outra na província de Darfur, no oeste do Sudão.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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