Tribunal condena capelão por genocídio
BR

27 fevereiro 2009

Promotoria provou participação de Emmanuel Rukundo no massacre de civis tutsis durante o genocídio de 1994.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York*.

O Tribunal Penal Internacional para Ruanda condenou nesta sexta-feira o ex-comandante e capelão do Exército ruandês, Emmanuel Rukundo, a 25 anos de prisão por participação no genocídio de 1994.

Mais de 800 mil pessoas, a maioria membros da etnia tutsi e dos hutus moderados, foram massacradas no país do centro da África.

Seminário

Segundo o tribunal, com sede em Arusha, na Tanzânia, Rukundo e seus soldados participaram do seqüestro e assassinato de civis e refugiados que procuraram abrigo num seminário na região de Gitarama, considerada a segunda maior cidade de Ruanda.

Abuso de autoridade

Pela sentença, Rukundo, que também é padre católico, teria abusado de sua autoridade moral para influenciar e promover os crimes contra os refugiados tutsis.

Ele se juntou ao Exército em 1993 e foi preso em Genebra, em 2001.

De acordo com agências de notícias, a defesa de Rukundo disse que irá primeiro avaliar o caso antes de se pronunciar oficialmente sobre a sentença.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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