ONU condena violência na Somália

26 fevereiro 2009

Órgão máximo das Nações Unidas reiterou também o seu compromisso de apoiar e reforçar a missão africana no país e aplaudiu os esforços políticos em curso.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança da ONU condenou energicamente o ataque suicída contra a base da missão da União Africana na Somália, Amisom, na capital Mogadíscio, no passado fim de semana, que matou 11 soldados do Burundi e feriu 17 outros.

Num comunicado à imprensa, o presidente do órgão para o mês de Fevereiro, o embaixador japonês, Yukio Takasu, manifestou as suas condolências às famílias das vítimas e ao governo do Burundi.

Ele disse que os membros do conselho reiteravam a sua condenação de todos os actos de violência e incitamento à violência contra a Amisom.

Compromisso

O órgão máximo da ONU sublinhou também o seu compromisso em apoiar e reforçar a missão da União Africana que, disse, estava a desempenhar um papel crucial no processo de pacificação da Somália.

No comunicado, o Conselho de Segurança aplaudiu os esforços políticos em curso que conduziram à expansão do parlamento e à eleição de um novo presidente, Sheikk Sharif Ahmed.

Extremismo

Yukio Takasu disse que todos os membros do conselho apelavam aos Somalis para rejeitarem a violência e o extremismo e adoptarem a via pacífica como melhor forma para a resolução de conflitos.

A Somália não tem um governo central e funcional desde 1991, quando o ex-presidente Siad Barre foi derrubado. O número total de Somalis deslocados no interior do seu próprio país ultrapassa agora 1,3 milhões, segundo números da ONU.

 

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