Tribunal condena líderes rebeldes na Serra Leoa (Português para África)

25 fevereiro 2009

As condenações constituem o culminar de um julgamento que teve início em 2004. Os crimes foram cometidos durante a guerra civil que durou uma década.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Tribunal Especial para a Serra Leoa, apoiado pela ONU, condenou esta quarta-feira três líderes rebeldes por crimes de guerra e contra a humanidade.

Issa Sesay, Morris Kallon e Augustine Gbao da Frente Revolucionária Unida, RUF, foram condenados por crimes cometidos durante a guerra civil naquele país da África Ocidental, que durou uma década.

Julgamento

As condenações anunciadas em Freetown, capital da Serra Leoa e sede do tribunal, constituiram o culminar de um julgamento que teve início em meados de 2004.

Segundo uma nota do tribunal, as sentenças serão anunciadas nas próximas semanas.

Os três acusados tinham sido inicialmente indiciados juntamente com Foday Sankoh, o fundador da RUF. Ele acabaria por morrer antes do início do julgamento.

Atrocidades

De acordo com agências de notícias, a Frente Revolucionária Unida cometeu uma série de atrocidades durante a guerra civil, incluindo o recrutamento de crianças soldados, o assassinato de civis, escravatura sexual e a amputação de braços de inimigos. Cerca de 120 mil pessoas foram mortas durante o conflito.

Após a condenação dos três líderes, o tribunal especial para a Serra Leoa só tem em curso um julgamento: o do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor. O seu caso foi transferido para Haia, na Holanda, por razões de segurança.

 

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