Polícia no Quênia atua com impunidade
BR

25 fevereiro 2009

Philip Alston disse que reformas devem começar de cima e pediu demissão do comandante da força após encerrar missão de 10 dias ao país africano.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York*

O relator independente da ONU sobre Execuções Sumárias, Philip Alston, afirmou que os assassinatos praticados por policiais no Quênia são sistemáticos, generalizados e bem planejados.

Segundo ele, os crimes ocorrem num clima de absoluta impunidade.

Adversários

Alston fez a afirmação durante uma entrevista a jornalistas, em Nairóbi, capital do país após uma viagem de 10 dias ao Quênia. Para ele, a polícia seria responsável pela criação de esquadrões da morte e de assassinatos de adversários.

Uma das recomendações do relator da ONU foi a demissão imediata do comissário de polícia.

Segundo Alston, a liderança eficiente para lidar com o problema só pode vir do alto comando com reformas abrangentes. Ele também afirmou que o procurador-geral deveria renunciar ao cargo para ajudar a resolver a questão.

O relator citou os casos de violência após as eleições presidenciais de 2007 e disse que espera a criação de um Tribunal Especial para que o mesmo não se repita no pleito de 2012.

No ano passado, o relator Philip Alston apresentou ao Conselho de Direitos Humanos uma relatório sobre a situação da polícia no Brasil após viajar a várias cidades incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.

Alston também fará um relatório sobre a visita ao Quênia com recomendações para o conselho, em Genebra, na Suíça.

O relator da ONU é professor da Universidade de Direito de Nova York.

* Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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