Acnur preocupado com Kivu Norte

24 fevereiro 2009

Agência das Nações Unidas revela que rebeldes hutus aumentaram os seus ataques contra civis nos últimos 10 dias; mais de 250 congoleses foram forçados a fugirem das suas casas no leste do país desde Agosto do ano passado.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Acnur, disse estar extremamente preocupado com o aumento da violência contra civis na província de Kivu Norte, no leste da República Democrática do Congo.

Segundo a agência das Nações Unidas, o grupo rebelde hutu, Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, Fdlr, levou a cabo numerosos ataques contra as localidades de Masisi, Lubero e Walikale, desde 13 de Fevereiro, causando uma nova onda de deslocamentos.

Autoridades locais informaram o Acnur que cerca de 3 mil pessoas foram deslocadas na aldeia de Remeka, a 30 quilómetros de Masisi, na sequência de um recente ataque dos rebeldes.

Represálias

Uma equipa conjunta da ONU visitou esta terça-feira a área de Kitanga, nas imediações de Masisi, para avaliar as necessidades dos recém-deslocados.

Homens armados do Fdlr utilizaram armas de fogo e catanas nos ataques contra aquelas localidades, matando civis e violando mulheres. Existem agora crescentes receios de represálias por parte do grupo hutu contra civis suspeitos de colaborarem com a ofensiva militar conjunta do Ruanda e do Congo contra o Fdlr.

Genocídio

O grupo é composto na sua grande maioria por hutus ruandeses que chegaram à República Democrática do Congo após o genocídio de 1994 no Ruanda.

A situação humanitária no Kivu Norte é descrita pela ONU como dramática, com cerca de 850 mil deslocados internos. Desse total, 250 mil foram forçados a fugir das suas casas desde Agosto último.

 

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