ONU quer regresso de rebeldes hutus ao Ruanda

23 fevereiro 2009

ONU disse que os combatentes hutus tinham de compreender que não havia lugar para eles no território congolês; Monuc saudou também a libertação de dois congoleses sequestrados em Janeiro.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Representante Especial do Secretário-Geral na República Democrática do Congo, Alan Doss, voltou a pedir aos rebeldes ruandeses hutus que combatem na volátil província de Kivu Norte, no leste do país, para depôrem as suas armas e regressarem a casa.

Ele apelou aos rebeldes para aderirem ao programa voluntário de repatriação, reintegração e reinserção administrado pela missão da ONU no Congo, Monuc.

Doss disse no final de uma visita de dois dias à região, que os combatentes hutus tinham de compreender que não havia lugar para eles no território congolês.

Hélder de Barros, coordenador do escritório da Monuc na cidade de Beni, disse à Rádio ONU, do leste da República Democrática do Congo, que a ofensiva militar conjunta do Congo e do Ruanda já forçou mais de 3 mil hutus a regressarem ao seu país.

"Tem havido não só uma forte pressão militar sobre as bases militares ocupadas por estes rebeldes o que tem feito com que eles abandonem essas bases à procura de refúgio nas florestas. Mas também tem tido efeitos sobre outros elementos do grupo, nomeadamente membros da família e não só, que fez com que nos últimos tempos mais de 3 mil rebeldes hutus e seus familiares tenham regressado ao Ruanda".

O representante de Ban Ki-moon na República Democrática do Congo saudou também a libertação de dois congoleses que trabalhavam para um programa de desarmamento apoiado pela ONU no Kivu Sul, também no leste do país.

George Shanyungu e Célestin Bamwisho tinham sido raptados em Janeiro quando viajavam com uma equipa da Monuc para a localidade de Uvira, naquela príncia.

Hélder de Barros disse à Rádio ONU que os dois homens estavam de boa saúde.

"Eles não foram maltratados nem torturados. Simplesmente foram utilizados como um meio de pressão sobre as autoridades para que os rebeldes obtivessem satisfação das questões que os preocupavam".

Num comunicado, Doss disse que apreciava os esforços de todos os que tinham participado nas negociações que conduziram à libertação dos dois congoleses.

 

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