Situação de refugiados melhorou em Timor-Leste (Português para África)

19 fevereiro 2009

Presidente José Ramos Horta disse ao Conselho de Segurança que país também registou melhorias nas áreas de segurança e economia.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque. *

A situação em Timor-Leste foi debatida, nesta quinta-feira, pelo Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque.

A ex-colônia portuguesa, no sudeste da Ásia, conta com a presença da Missão Integrada das Nações Unidas no Timor-Leste, Unmit, há 10 anos.

Segurança

O encontro, aberto pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, analisou avanços nas áreas de segurança e desenvolvimento, registados nos últimos 12 meses, e os desafios no sector da justiça.

Ban Ki-moon afirmou que sem prestação de contas do governo para o povo e do povo entre si não existirá esperança para um estado democrático.

O presidente de Timor-Leste e Prêmio Nobel da Paz, José Ramos Horta, disse que após os atentados de 11 de fevereiro, contra a sua pessoa e contra o primeiro ministro Xanana Gusmão, o país registou melhorias também na situação dos refugiados.

A maioria das 155 mil pessoas que haviam fugido por causa da onda de violência de 2006, voltou à casa.

Retórica

O relatório da ONU mencionou o que chamou de retórica inflamada do maior partido de oposição, Fretilin, que se recusa a reconhecer a legitimidade da coligação parlamentar que governa Timor.

José Ramos Horta disse que o país terá que mobilizar, nos próximos anos, pelo menos US$ 5 mil milhões para construir um aeroporto internacional, portos e estradas e promover mais desenvolvimento.

Ele elogiou o trabalho da missão da ONU e lembrou que a Unmit tem um índice de aprovação de 75% contra 66% do governo.

*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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