Congoleses na Zâmbia querem regressar à casa

12 fevereiro 2009

A dois meses do reinício da operação de repatriação voluntária, Acnur afirma que aumentou o número de congoleses que querem regressar à RD Congo.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 90% dos refugiados congoleses que vivem em dois campos no norte da Zâmbia querem regressar ao seu país, revelou o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Acnur.

Uma pesquisa feita pela agência das Nações Unidas antes do reinício da operação de repatriação voluntária, em Maio, concluiu que mais de 10 mil refugiados querem ser repatriados este ano do campo de Mwange e cerca de 8 mil de Kala.

O representante do Acnur na Zâmbia, James Lynch, disse que a agência iria tentar manter este alto nível de interesse dos congoleses em regressar à casa, com a intensificação de uma campanha de informação sobre as condições de vida nas áreas de regresso.

Pesquisa

A pesquisa do Acnur também descobriu que o número de congoleses a viver na Zâmbia é inferior ao registado pela agência. Isto deve-se ao facto de muitos refugiados terem regressado ao Congo sem informarem as autoridades dos campos. Outros poderão ter abandonado os campos à procura de trabalho.

Mais de 16 mil congoleses foram repatriados da Zâmbia para a República Democrática do Congo nos últimos dois anos.

Segundo dados do Acnur, a Zâmbia abriga mais de 83 mil refugiados do Congo, Angola, Ruanda, Burundi e Somália.

 

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