ONU pede protecção de deslocados no Chade

11 fevereiro 2009

Número de refugiados centro-africanos que chegam ao leste do Chade continua a aumentar; Acnur diz que 100 refugiados chegam todos os dias à aldeia de Daha.

As Nações Unidas estão a facilitar a assitência humanitária a um número crescente de refugiados numa aldeia remota no leste do Chade que fugiram da violência e instabilidade na República Centro-Africana

Novos confrontos entre tropas do governo centro-africano e grupos rebeldes forçaram cerca de cinco mil refugiados a fugirem para Daha, elevando para 10 mil o número de pessoas que procuraram refúgio naquela localidade.

Segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Acnur, 100 pessoas chegam todos os dias à aldeia.

Deslocadas

Entretanto, o representante do Secretário-Geral para os direitos humanos dos deslocados internos, Walter Kaelin, apelou ao governo do Chade para proteger as pessoas deslocadas no país.

Kaelin afirmou que a protecção dessas pessoas era uma responsabilidade do governo de N'Djamena, pedindo às autoridades para defenderem os direitos humanos dos milhares de chadianos que tinham sido obrigados a fugirem das suas casas no leste do país.

Recrutamento

Num comunicado emitido no final da sua visita ao Chade, ele mencionou, em particular, os direitos dos deslocados à segurança, alimentação, água e educação.

Kaelin manifestou também a sua preocupação pelo recrutamento de crianças para as fileiras de grupos armados e a violação sexual de mulheres e crianças deslocadas.

Segundo a ONU, cerca de 180 mil deslocados internos e 57 mil refugiados da República Centro-Africana, e ainda 263 mil do Darfur dependem da assistência humanitária no Chade.

 

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