Ban diz que crise alimentar ainda não terminou
BR

10 fevereiro 2009

Em entrevista, na sede da ONU, Secretário-Geral lembrou estado de emergência alimentar no Quênia e pediu aos Estados Unidos, Europa, Índia e China que liderem o combate ao aquecimento global.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York*.

As Nações Unidas afirmaram que a crise alimentar mundial ainda não terminou. Numa declaração a jornalistas, em Nova York, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o problema se tornou uma "crise esquecida".

Ban lembrou o estado de emergência alimentar decretado pelo Quênia e que afetou 25 milhões de pessoas, o equivalente a ¼ da população. Para Ban, a comunidade internacional precisa definir bem suas prioridades.

Mudança Climática

Segundo Ban Ki-moon, o combate ao aquecimento global é uma outra urgência para o mundo. Ele disse que Estados Unidos, China, Europa e Índia devem assumir a liderança global das negociações.

Em dezembro deste ano, será realizada a reunião sobre Mudança Climática, na Dinamarca. O encontro deve definir os termos da nova fase de cumprimentos do Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

Ao comentar a crise financeira, o Secretário-Geral da ONU afirmou que políticas nacionalistas e protecionistas são mais prejudiciais que úteis.

Inquérito em Gaza

Ban Ki-moon afirmou que o mundo enfrenta uma crise financeira mundial, e por isso precisa de um pacote de estímulo global e sincronizado tanto para os pobres como para os ricos.

Ele terminou a entrevista informando que autorizou o início de uma comissão de inquérito da ONU sobre os dois incidentes contra as instalações da organização em Gaza durante o conflito entre Israel e o Hamas, em janeiro.

O grupo será liderado por Ian Martin e deve incluir especialistas legais e militares. O relatório será apresentado a Ban Ki-moon em março.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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