OIT debate crise no mercado laboral na Europa

10 fevereiro 2009

Director-geral da agência disse que a situação de desemprego tem piorado na maior parte da região; encontro termina no sábado com a publicação de um plano de acção contra a crise.

Mônica Villela Grayley e Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.

Representantes de governos, sindicatos e entidades patronais estão reunidos em Lisboa, para participar do 8º Encontro Regional da Organização Internacional do Trabalho, OIT, para a Europa.

O evento, que deveria debater formas de trabalho decente, teve que mudar a sua agenda, à última hora, para discutir o impacto da crise financeira sobre o mercado laboral na Europa.

Desemprego

O director-geral da OIT, Juan Somavia, disse que a situação de desemprego tem piorado na maior parte da região.

Na União Europeia, o índice de desemprego deverá aumentar 1,5% passando para 7,9% este ano.

O director da OIT em Portugal, Paulo Barcia, disse à Rádio ONU, de Lisboa, que a crise financeira já tem efeitos para os trabalhadores migrantes na Europa.

Xenofobia

"Há alguns sinais já perigosos disso. Temos que dizer que Portugal é um país que recebem bem seus migrantes. Mas sentimos que há sinais mesmo na Europa comunitária de xenofobias, causados por esta crise, no sentido de culpar os migrantes por problemas de desemprego", afirmou.

Barcia disse ainda que muitas empresas estão demitindo ou reestruturando as suas operações devido à crise. E contou que os empresários em Portugal já começaram a se organizar para enfrentrar o problema.

Crédito

"Houve um primeiro impacto, talvez menor, na dimensão financeira. E depois transferiu-se para o sistema bancário. Neste momento em que estamos a falar está ocorrendo uma reunião dos empresários de Portugal para debater a situação do acesso ao crédito por empresas", explicou.

O encontro da OIT em Lisboa, conta com a participação de 30 ministros europeus, e deve terminar neste sábado com a publicação de um plano de ação sobre uma resposta à crise.

 

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