Cancros continuam a aumentar em África

4 fevereiro 2009

Cerca de 70 por cento dos óbitos provocados pelo cancro ocorrem nos países em desenvolvimento. Segundo a OMS mais de 40 por cento dos casos da doença são evitáveis se descobertos a tempo.

As Nações Unidas comemoram, neste 4 de fevereiro, o Dia Mundial de Combate ao Cancro. O objetivo da data é chamar a atenção para a importância da prevenção e tratamento da doença.

Segundo a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro, até 2010 a doença poderá transformar-se na principal causa de mortalidade no mundo, ultrapassando os óbitos causados por problemas cardíacos.

Tabaco

No ano passado, foram notificados 12 milhões de novos casos de cancro. O uso de tabaco é o maior factor de risco para o surgimento da doença.

Cerca de 70% das mortes ocorrem nos países em desenvolvimento, incluindo África.

A especialista da Organização Mundial da Saúde, Maria Paula Curado, disse à Rádio ONU, de Paris, que o mapa de cancro em África estava dividido em três regiões.

Sida

"Na África sub-Saariana nós temos os tumores mais relacionados ao vírus do Sida, como os linfomas. São tumores que estão relacionados também com a presença do vírus. Na África, mais ao sul, nós temos os tumores mais relacionados ao estilo de vida. Na África do norte é uma mistura de ambos, é uma África de transição.O continente africano tem tipos diferentes de cancro. É preciso também lembrar que África, particularmete a Gâmbia, tem as mais altas taxas do mundo de cancro de fígado, comparadas às da Ásia. O continente africano tem cancros ligados a factores infeciosos e cancros ligados ao estilo de vida, alimentação e dieta."

Segundo a OMS, se não for tomada nenhuma acção de prevenção, 84 milhões de pessoas poderão morrer nos próximos 10 anos de cancro.

Mais de 40% dos casos são evitáveis e alguns dos tipos mais comuns como cancro de mama, do reto e cervical são curáveis, se descobertos a tempo.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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