Acordo sobre pesca ilegal pode ser concluído em 2010

3 fevereiro 2009

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação propõe tratado para combater actividades irregulares; entre as proposats está o encerramento de portos que permitam a entrada de navios de pesca ilegal.

Mônica Villela Grayley e Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.

Representantes de mais de 130 países estão a negociar os termos de um novo acordo para combater a pesca ilegal.

O documento conta com o apoio da Organização das Nações Unidas

para Agricultura e Alimentação, FAO, e pode estar concluído até 2010, segundo a agência da ONU.

Meio Ambiente

Os termos do acordo foram debatidos, durante um encontro, na semana passada, na sede da FAO, em Roma. Entre as propostas, está o encerramento de portos que permitam a entrada de navios e barcos de pesca ilegal.

O chefe do Programa Mundial de Projetos da FAO, Roberto Mercado, disse à Rádio ONU, de Roma, que a atividade danifica não só o meio ambiente, mas também as economias de vários países.

Reprodução

"Estão pescando espécies em perigo de extinção. Estão pescando em épocas não apropriadas para pesca. Estão pescando em tamanhos muito abaixo dos permitidos e sob perigo de danos à reprodução. Para evitar as actividades ilegais, esta medida me parece uma providência lógica", afirmou.

Segundo Mercado, o acordo pode ser ratificado já em 2010 durante a Conferência Anual do Comitê de Pesca Internacional. Ele afirmou que o tratado também beneficiaria os países de língua portuguesa em África, como Angola e Moçambique, e o Brasil.

Recursos Pesqueiros

"A pesca tanto em Angola, Moçambique, Timor-Leste e outros países de língua portuguesa é um recurso que migra de um país para outro. Se um país limítrofe começa a pescar de maneira irresponsável, o cardume vai acabar. É preciso que o país faça uma pesca racional. Não se esqueça que muitos recursos pesqueiros estão em águas frias", explicou.

Segundo a FAO, a vigilância dos portos é uma das medidas mais eficientes para evitar a pesca ilegal.

Além disso, a agência da ONU recomenda a criação de um banco de dados universal para autoridades marítimas.

 

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