Pillay alarmada com situação no Darfur Sul (Português para a África)

3 fevereiro 2009

Confrontos entre tropas sudanesas e rebeldes já fizeram pelo menos 30 mortos e deslocaram cerca de 30 mil pessoas; Ban Ki-moon apelou na segunda-feira à cessação imediata das hostilidades.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse na terça-feira estar alarmada com notícias sobre a rápida deterioração das condições enfrentadas pelos civis em Muhajeria, no Darfur Sul.

A região tem sido palco de combates entre as forças governamentais sudanesas e o grupo rebelde, Movimento para a Igualdade e Justiça, JEM.

Os confrontos, que tiveram início a 15 de Janeiro, já fizeram pelo menos 30 mortos, incluindo mulheres e crianças, dezenas de feridos e deslocaram mais de 30 mil pessoas.

Alvos Militares

Pillay disse que os combates são referidos como envolvendo ofensivas terrestres e bombardeamentos indiscriminados por parte de forças do governo, que não distinguem entre comunidades civis e alvos militares.

Mas a Alta Comissária da ONU também responsabilizou as forças rebeldes de terem deliberadamente ocupado posições em áreas densamente povoadas por civis, pondo em risco a sua segurança.

Hostilidades

Pillay relembrou a todas as partes envolvidas no conflito que a lei humanitária internacional aplica-se tanto a actores estatais como não-estatais, pedindo-as para respeitarem as suas obrigações, particularmente no que diz respeito à protecção de civis.

Na segunda-feira, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou a uma cessação imediata das hostilidades.

Darfur vive um conflito armado desde 2003 entre tropas do governo, grupos rebeldes e milícias. A violência já matou mais de 300 mil pessoas e deixou 2,7 milhões deslocadas.

 

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