Deslocados começam a regressar a Mogadishu

30 janeiro 2009

Segundo o Acnur, mais de 16 mil deslocados internos regressaram à capital somali nas últimas duas semanas, na sequência da retirada das tropas etíopes.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.

Pela primeira vez, em dois anos, há sinais de que deslocados somalis por alguns dos piores confrontos armados na capital, Mogadishu, estão a regressar aos seus bairros destruídos.

A revelação fei feita em Genebra pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Acnur.

Mais de 16 mil deslocados internos que fugiram para várias regiões da Somália regressaram aos distritos de Yaaqhiid, Haliwaa e Wardhiigley nas últimas duas semanas, na sequência da retirada das tropas etíopes de Mogadishu.

Direitos Humanos

Segundo o Acnur, os três bairros, na parte ocidental da cidade, foram palco dos mais graves actos de violência e violação dos direitos humanos registados nos últimos meses na capital.

Parceiros locais do Acnur disseram que os regressados são famílias que pretendem voltar a viver na cidade, e não familiares que estão a avaliar a situação de segurança antes de tomarem uma decisão.

Volátil

Mas a ONU alerta que apesar dos regressos, a situação de segurança permanece extremamente volátil. Esta semana por exemplo, cerca de 10 mil civis fugiram de dois bairros no nordeste de Mogadishu, para escaparem ao avanço de milícias islâmicas.

Cerca de 1 milhão de Somalis fugiu de Mogadishu desde Fevereiro de 2007, após a eclosão de combates entre o Governo Federal de Transição, apoiado por forças etíopes, e insurgentes.

O número total de Somalis deslocados no interior do seu próprio país ultrapassa agora 1,3 milhões, segundo números da ONU.

 

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