ONU acusa LRA de atrocidades na RD Congo

29 janeiro 2009

Segundo a missão das Nações Unidas no país, os rebeldes ugandeses mataram quase 500 pessoas nos últimos 30 dias, em ataques a duas dezenas de aldeias.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.

A missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, Monuc, voltou a acusar o grupo rebelde ugandês, Exército de Libertação do Senhor, LRA, de ter cometido mais atrocidades no nordeste do país.

Segundo a ONU, os rebeldes mataram quase 500 pessoas em ataques a duas dezenas de aldeias nos últimos 30 dias.

A acusação foi feita por Todd Howland, representante do Alto Comissariado dos Direitos Humanos e director da missão conjunta Monuc-Alto Comissariado dos Direitros Humanos, no Congo, numa entrevista à Rádio ONU.

Protecção

"Nos últimos 30 dias, o Exército de Resistência do Senhor, LRA, matou quase 500 pessoas. Não só estão matando pessoas, como também estão violando mulheres e capturando pessoas para recrutá-las para operações militares. Esses ataques constituem uma violação grave de direitos humanos. Existe também o problema de protecção da população civil. As operações do exército contra os rebeldes perto da fronteira do Sudão foram planeadas de um ponto de vista militar, mas não tomaram em consideração a protecção das populações civis."

Os ataques do Exército de Resistência do Senhor tiveram início em Setembro do ano passado tendo provocado o deslocamento de cerca de 135 mil civis desde então.

 

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