Acnur pede fim do repatriamento forçado de somalis no Quénia.

27 janeiro 2009

O apelo segue-se ao repatriamento de três pessoas que foram feridas quando tentavam atravessar a fronteira para escapar à violência em Mogadishu.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Acnur, pediu ao governo do Quénia para parar com o repatriamento forçado de somalis candidatos a asilo político.

O apelo foi feito após o repatriamento de três pessoas que foram feridas quando tentavam atravessar a fronteira para fugir à violência na capital somali, Mogadishu.

Um porta-voz do Acnur em Genebra disse que a ONU deplorava este último incidente e que tinha pedido às autoridades quenianas para respeitarem o princípio de não-repatriamento estabelecido na Convenção de Genebra de 1951 e na legislação de refugiados do próprio país.

Dadaad

Segundo a agência de refugiados das Nações Unidas, as três pessoas - dois homens e uma mulher - encontravam-se entre um grupo de somalis que tentava atravessar a fronteira perto da área de Liboi no nordeste do Quénia, na semana passada.

O veículo em que viajavam foi alvejado, após o condutor ter recusado ordens para parar, e os três foram feridos e conduzidos ao campo de Dadaad, a 90 quilómetros de Liboi, para tratamento médico. O Acnur desconhece o destino dos restantes 26 passageiros.

Repatriamento

Em Dadaad, os três somalis foram entrevistados pelo Acnur que comunicou às autoridades quenianas o seu desejo de pedirem asilo.

No entanto, a 21 de Janeiro, de acordo com funcionários hospitalares, seis agentes policiais deslocaram-se ao Centro de Saúde de Dadaad e conduziram os três somalis até à fronteira num veículo da polícia. No mesmo dia, as autoridades confirmaram o seu repatriamento para a Somália.

 

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