Combates na Somália causam 50 mil deslocados, diz ONU

5 janeiro 2009

Em menos de uma semana, ataques no centro da Somália mataram mais de duas dezenas de pessoas.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O coordenador da ONU para Assistência Humanitária na Somália, Mark Bowden, disse que mais de 40 pessoas terão morrido em combates na última semana que terão provocado acima de 50 mil deslocados internos.

De acordo com a ONU, na região de Galgaduud, no centro da Somália,

cerca de 90% da população das cidades de Dhuusamarreeb e de Guricel, fugiram por causa dos combates que começaram no dia 27 de Dezembro.

Muitas destas pessoas serão deslocadas de outros confrontos no país.

Ajuda

Bowden declarou que está muito preocupado com a deterioração da situação humanitária no país e condenou o número de mortos dos confrontos, que classificou inaceitável.

Bowden pediu o fim imediato dos conflitos de forma a que a ajuda humanitária possa ser levada para os deslocados internos.

A ONU calcula que cerca de 3,2 milhões de pessoas precisam de auxílio, o que representa quase 40% da população somali.

Seca

Para a ONU, os combates mais recentes vieram agravar a situação humanitária na região de Galgaduud, onde se encontram 130 mil deslocados e que regista as consequências de uma seca rigorosa.

A Somália não tem um governo efectivo desde 1991, após a saida do poder do presidente Mohamed Siad Barre.

 

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