Tráfico da América do Sul ameaça países africanos
BR

6 janeiro 2009

Segundo estudo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, Unodc, drogais ilegais são causa de crimes na Guiné-Bissau e em Cabo Verde.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Uma avaliação da agência das Nações Unidas contra Drogas e Crime, Unodc, sugere que o tráfico de drogas na América do Sul representa uma grande ameaça à estabilidade de nações do oeste da África e outras regiões do mundo.

De acordo com o diretor-executivo do Unodc, Antonio Maria Costa, numa entrevista à rede britânica BBC, o comércio da cocaína pode levar à desestabilização também de partes da América do Norte, da América Central e do Caribe.

Preocupação

O representante do Unodc no Brasil, Giovanni Quaglia, disse à Rádio ONU, de Brasília, que o tráfico sul-americano é motivo de preocupação para os países lusófonos Guiné-Bissau e Cabo Verde, no oeste da África.

“Cabo Verde é um país que recebe muito turismo sobretudo turismo europeu. Alguns destes turistas se transformam em traficante de drogas levando a cocaína de Cabo Verde para a Europa”, disse.

Segundo Quaglia, grande parte da droga traficada para a Europa através de países africanos passa pelo Brasil.

Consumo

“A posição do Brasil é vista sobretudo como país de trânsito para a cocaína colombiana que vai para a Europa passando pelo Brasil. Parte fica no país para consumo interno e outra parte segue para a Europa, via África, sobretudo através dos países de língua portuguesa como Cabo Verde e Guiné-Bissau”, afirmou.

Num discurso à Assembléia Geral da ONU, em setembro, o presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo Nino Vieira, voltou a pedir à comunidade internacional que ajude seu país a combater o problema.

De acordo com a avaliação do Unodc, além do narcotráfico, uma outra ameaça, em nível global, é o tráfico de seres humanos.

 

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