Acnur visita zonas atacadas pelos rebeldes na RD Congo

6 janeiro 2009

Pelo menos 500 civis terão sido assassinados e meio milhão terão fugido das regiões de Tatu e Faradje, na província de Oriental; Acnur diz que sobreviventes estão traumatizados pela brutalidade dos ataques.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, e elementos de outras agências das Nações Unidas deslocaram-se no passado fim de semana às localidades da RD Congo que foram atacadas nos últimos dias de Dezembro pelos rebeldes do Exército de Libertação do Senhor, LRA.

De acordo com a ONU, pelo menos 500 civis terão sido assassinados e meio milhão terão fugido das regiões de Tatu e Faradje, na província de Oriental.

Acção

Os ataques dos rebeldes terão ocorrido depois de uma acção militar concertada entre os exércitos do Uganda, RD Congo e do Sul do Sudão, no dia 14 de Dezembro, sobre bastiões do movimento rebelde em território congolês.

O Acnur entende que só o ataque a Faradje terá resultado na morte de 70 civis e na fuga de 37 mil pessoas da região.

A ONU cita sobreviventes do ataque e organizações não-governamentais para dizer que 220 pessoas, incluindo 160 crianças, terão sido raptadas em Faradje. Segundo a ONU, as mesmas fontes dizem que 80 mulheres terão sido violadas pelos rebeldes.

Os elementos do Acnur que se deslocaram às regiões onde ocorreram os casos violentos dizem que as pessoas estão traumatizadas pela brutalidade dos ataques.

 

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