Conselho de Segurança adia decisão sobre Gaza

6 janeiro 2009

A reunião será retomada na manhã desta quarta-feira; Ban Ki-moon enumerou as condições que entende necessárias para o fim do conflito enquanto o presidente da Autoridade Palestiniana pediu liberdade para o seu povo; embaixadora de Israel disse que a ofensiva no terreno é legítima defesa.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança da ONU adiou uma decisão sobre o conflito na Faixa de Gaza depois de uma reunião na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. A sessão deve ser retomada na manhã desta quarta-feira.

Representantes dos 15 países-membros, de Israel e da Autoridade Palestina, o líder da Liga Árabe e o Secretário-Geral da ONU discursaram durante quase cinco horas de reunião.

Condições

No discurso ao Conselho de Segurança sobre o conflito no Médio Oriente, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou as consequências para os palestinianos de Gaza e de Israel da escalada da violência que se regista há 11 dias entre o exército israelita e os militantes do Hamas.

Condições

O Secretário-Geral da ONU enumerou as condições que entende serem necessárias para a paz no Médio Oriente.

Ban considera urgente a unidade entre os palestinianos e a reunificação de Gaza com a Cisjordânia debaixo do governo legítimo da Autoridade Palestiniana.

O Secretário-Geral da ONU diz ainda que é necessário dar urgentemente continuação às negociações para uma solução política para o conflito israelo-palestiniano, para o qual, disse Ban, a ONU trabalhou arduamente ao longo de 2008 mas sem conseguir resultados.

No seu discurso, o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmoud Abbas, condenou a violência e pediu liberdade incondicional para os palestinianos.

Abbas finalizou a intervenção com o pedido que o mundo ajude a colocar um fim ao que chamou de genocídio e destruição. Habbas pediu ao Conselho de Segurança que não permita a morte de mais nenhuma criança palestiniana. E que coloque fim ao massacre de seu povo, deixando os palestinianos viverem e serem livres.

A embaixadora de Israel na ONU, Gabriela Shalev, interviu logo após o presidente palestino e afirmou que nos últimos oito anos, o sul de Israel foi alvo de 8 mil roquetes palestinianos.

A embaixadora afirmou que nenhum país poderia permitir este tipo de ataque. Segundo Shalev, Israel evitou todos os dias o conflito actual. E lembrou que em 2005, Israel retirou de Gaza todos os seus soldados e cidadãos para criar as condições de paz para os palestinianos. A representante de Israel afirmou que o movimento islâmico Hamas não tem interesse na paz, mas sim no terror.

A sessão de emergência no Conselho de Segurança foi realizada horas após um ataque com mísseis ter matado pelo menos 30 pessoas em duas escolas da ONU em Gaza. O Secretário-Geral, Ban Ki-moon, disse que os ataques são inaceitáveis.

 

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