OMS diz que fecho de fronteiras não trava ébola

7 janeiro 2009

Agência da ONU considera que medida, que teria sido tomada por Angola de fechar parte da fronteira com RD Congo por causa do risco do ébola, não seria totalmente eficaz; província de Lunda Norte pretende evitar que a febre hemorrágica entre no país.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, considera que não há justificação para a decisão do governo angolano, de fechar partes da fronteira com a República do Congo para prevenir a população de contaminação com o ébola.

Segundo agências de notícias, Angola teria determinado o encerramento de algumas áreas da fronteira na altura da província de Lunda Norte, no nordeste do país.

Pouco Eficaz

O porta-voz da OMS para as doenças epidémicas, Gregory Härtl, disse à Rádio ONU, a partir de Genebra, que a medida, se confirmada, não seria eficaz.

Härtl disse que o surto está numa região muito longe da fronteira, numa zona muito isolada. Disse que o fecho não funciona, que o surto começou a meio de Novembro. Härtl entende que se alguém, infectado, tivesse atravesado a fronteira, a doença já estaria em Angola.

Terreno

Härtl disse que o surto de ébola está a ser combatido por várias equipas da OMS no terreno, a realizar operações de controlo da infecção.

Härtl disse ainda que, embora a OMS acredite que a doença está a regredir, ainda não é possível confirmar o fim dos casos do ébola da República do Congo.

Segundo a OMS, pelo menos 9 pessoas morreram e mais de 30 terão ficado infectadas neste surto.

O ébola é uma doença altamente contagiosa, caracteriza-se por provocar febres altas e hemorragias internas e mais de metade dos casos de infecção resultam em morte.

 

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