Brasil piora em mortalidade infantil, diz Unicef (Português para o Brasil)

15 janeiro 2009

Mulheres nos países em desenvolvimento têm 300 vezes mais chances de morrer durante o parto que grávidas nos países desenvolvidos.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, sugere que a saúde de mulheres e crianças nos países em desenvolvimento está numa situação muito mais precária do que as que vivem em países desenvolvidos.

O relatório “Situação Mundial da Infância: 2009” revela que grávidas no mundo em desenvolvimento têm 300 vezes mais chances de morrer durante o parto que as que vivem no mundo desenvolvido.

Efeitos Negativos

Os países de língua portuguesa Angola e Guiné-Bissau estão no grupo das 10 nações com o maior número de mortes materno-infantis.

O relatório também mostra que o Brasil passou da posição 113 para 107 no ranking de mortalidade infantil até cinco anos de idade.

O especialista em Cuidados Primários de Saúde do Unicef na Guiné-Bissau, Fernando Menezes, disse à Rádio ONU, de Bissau, que o sistema de saúde precário tem efeitos negativos.

“A mortalidade infantil subiu. As crianças menores de 1 ano têm uma taxa de mortalidade de 138 por 1 mil nascidos vivos. Aumentou enormemente. Dos menores de cinco anos, o índice é de 233 por 1 mil nascidos vivos. Todo mundo conhece a instabilidade do país e o sistema de saúde também está degradado”, explicou.

Primeiro Mês

O documento, que foi lançado nesta quinta-feira, em Johanesburgo, na África do Sul, mostra que crianças nascidas em países ricos têm 14 vezes mais chances de morrer durante o primeiro mês de vida.

De acordo com o Unicef, todos os anos 500 mil mulheres morrem até a sala de parto. Deste total, 70 mil são adolescentes e jovens.

Além de Angola e Guiné-Bissau, mais oito países registram altos índices de mortalidade infantil: Níger, Afeganistão, Serra Leoa, Chade, Libéria, Somália, República Democrática do Congo, e Mali.

Informações

De 1990 para cá, alguns países africanos e asiáticos conseguiram reverter as taxas de mortalidade para menores de cinco anos entre eles, Malauí, Indonésia e Bangladesh.

Segundo o relatório, a maioria das mortes de crianças e mulheres pode ser evitada através de serviços de saúde locais e informações de prevenção.

 

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