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OMS alerta sobre situação dos hospitais em Gaza

Agência da ONU afirmou que as leis humanitárias internacionais são claras sobre a necessidade de proteger instalações e pessoal de saúde mesmo em zonas de conflito; na quinta-feira, três hospitais foram atacados por Israel.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que a situação em Gaza é muito preocupante. A agência condenou os ataques aos hospitais Al Wafa e Al Fata e ao Al Quds, administrado pelo Crescente Vermelho.

A OMS lembrou que a proteção de instalações e dos trabalhadores de saúde é uma obrigação dos países mesmo em situações de conflito. Ao todo, já foram danificados, direta ou indiretamente, 16 postos de saúde em Gaza.

Corredores

O vice-ministro do Exterior da Autoridade Nacional Palestina, Ahmed Sobeh, falou à Rádio ONU, de Ramallah, sobre a situação dos feridos.

“Falta tudo. Os poucos hospitais que temos lá não podem dar abrigo a tantos mortos e feridos. Grande número de civis inocentes, assassinados ou feridos, são muito mais que a capacidade dos hospitais. A situação é muito difícil e estamos tentando abrir corredores para assistências médica e alimentar.

Esperamos que os esforços das Nações Unidas possam dar frutos, na próximas horas, para que possamos introduzir ajuda básica para Gaza”, informou.

Reconstrução

Nesta sexta-feira, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, reuniu-se em Ramallah, na Cisjordânia, com o presidente palestino, Mahmoud Abbas e voltou a pedir o cessar-fogo imediato em Gaza. Ahmed Sobeh falou sobre as recomendações de Ban Ki-moon.

“Ele deixou três mensagens: a de que o direito internacional tem que ser cumprido, que a ajuda a Gaza e à reconstrução é tarefa de todo o mundo e a terceira de que temos que voltar à gestão de paz e tranqüilidade”, contou.

Trauma e Stress

Segundo a Autoridade Palestina, o conflito em Gaza já matou mais de 1,1 mil pessoas e deixou 6 mil feridas.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, informou que as 840 mil crianças de Gaza estão vivendo sob stress e trauma extremos. Mais de 35% dos feridos no conflito são crianças.