Fluxos de investimento estrangeiro directo sofrem redução, Unctad (Português para África)

19 janeiro 2009

Enquanto os países desenvolvidos já foram directamente atingidos pelo declíneo, os efeitos da crise nos estados em desenvolvimento tem sido indirectos e com graus diferentes de gravidade.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.

Os fluxos globais de investimento estrangeiro directo sofreram uma redução de 21 por cento em 2008, caíndo para cerca de US$ 1.4 trilhão, de acordo com estimativas divulgadas esta segunda-feira pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

Leia o boletim de Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Este declíneo deverá acentuar-se em 2009 devido à recessão económica global, condições de crédito apertadas, uma queda nos lucros das grandes multinacionais e as perspectivas sombrias para o crescimento económico mundial.

Desaceleração

Segundo a Unctad, a redução dos fluxos globais de investimento estrangeiro directo irá variar de acordo com países e regiões.

Enquanto os países desenvolvidos já foram directamente atingidos pelo declíneo, os efeitos da crise nos estados em desenvolvimento tem sido indirectos e com graus diferentes de gravidade.

Fluxos de investimento directo em África não tem sido afectados apesar da desaceleração no crescimento económico global e das suas consequências negativas na região. Em 2008 o continente africano recebeu mais de US$ 60 mil milhões em investimento directo estrangeiro.

A mesma tendência foi registada na América Latina e nas Caraíbas, onde os fluxos de investimento externo registaram uma subida de 13 por cento em 2008.

Em contrapartida, o continente asiático foi atingido pela crise económica global, com os fluxos de investimento estrangeiro a sofrerem um ligeiro aumento em 2008, mas a um ritmo mais lento do que em 2007.

Unctad adverte para redução dos fluxos globais de investimento estrangeiro.

 

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