ONU tenta vencer impasse na área de desarmamento (Português para o Brasil)

20 janeiro 2009

Conferência sobre o tema começa, nesta terça-feira, em Genebra, para discutir tratado sobre matéria físsil e prevenção de corrida armamentista no espaço exterior.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Representantes de 65 países-membros da Conferência sobre Desarmamento da ONU começam a se reunir, em Genebra, na Suíça, para tentar resolver um impasse de mais de 11 anos sobre o tema.

Em 2008, os participantes da conferência não conseguiram chegar a um acordo sobre o programa de trabalho em temas fundamentais para o grupo.

Aplicação Bélica

O subsecretário-geral para Assuntos de Desarmamento das Nações Unidas, Sérgio Duarte, contou à Rádio ONU, que a conferência deve se concentrar em conversações sobre o Tratado de Proibição e Produção de Matéria Físsil e ainda a prevenção à corrida armamentista no espaço exterior.

O subsecretário-geral falou sobre alguns riscos do uso indevido do espaço.

“A produção de mísseis que não apenas funcionam na atmosfera, mas levam armas e ameaçam um ou outro país, mas foguetes que vão ao espaço exterior e podem colocar engenhos bélicos. Eles podem estabelecer estações espaciais, de onde se possa alvejar a Terra com algum tipo de armas e até mesmo com raios laser.

Avanços

Mas o que se procura é evitar que estes avanços da ciência possam vir a ter uma aplicação bélica”, explicou.

Desde que foi criada em 1978, a Conferência sobre Desarmamento ajudou a produzir dois tratados: um sobre armas químicas e outro sobre ensaios nucleares.

Dentre os oito países de língua portuguesa, somente o Brasil participa da conferência. A África está representada por Zimbábue e África do Sul.

 

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