PMA pede mais segurança para pessoal na Somália
BR

22 janeiro 2009

Programa Mundial de Alimentos diz que terá que se ausentar de áreas sem garantias; dois funcionários da agência foram mortos no início deste mês.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas pediram a autoridades locais e grupos armados do sul e do centro da Somália garantias claras de segurança para o pessoal do Programa Mundial de Alimentos, PMA, no país.

O vice-chefe de Operações da agência para a Somália, Ramiro Lopes da Silva, pediu aos líderes comunitários que assumam compromissos para evitar incidentes.

Em Serviço

Ele disse que o PMA irá suspender a distribuição de alimentos em áreas onde não houver garantias.

No início deste mês, dois funcionários da agência da ONU, em serviço, foram mortos na Somália.

Lopes da Silva disse que o assassinato de dois empregados num espaço de três dias levou à agência a pensar em suspender a distribuição de comida, mas o PMA decidiu continuar por causa da precária situação dos somalis, principalmente mulheres e crianças.

Governo

Os dois homens, um de 49 e outro de 44 anos, foram mortos quando distribuíam ajuda humanitária.

A Somália, no leste da África, está sem um governo efetivo desde 1991, quando o ex-presidente Mohamed Siad Barre deixou o poder.

Cerca de 3,2 milhões de pessoas, o equivalente a mais de 40% da população precisam de ajuda humanitária para sobreviver.

Segundo a ONG Anistia Internacional, no ano passado mais de 40 ativistas e trabalhadores de direitos humanos foram atacados e assassinados na Somália.

 

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