PMA pede reabertura de cruzamentos para Gaza
BR

23 janeiro 2009

Programa Mundial de Alimentos está distribuindo biscoitos vitaminados, mas ainda tem 600 toneladas de comida para entregar; subsecretário-geral, John Holmes, falou sobre destruição chocante.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, pediu ao governo de Israel que reabra todas as passagens para a Faixa de Gaza.

A agência da ONU informou que começou a distribuir biscoitos vitaminados à população da região, mas ainda tem 600 toneladas de alimentos para serem entregues.

Abrigo

O conflito de 22 dias em Gaza matou pelo menos 1,3 mil palestinos e 13 israelenses e deixou cerca de 5,5 mil feridos.

O subscretário-geral da ONU de Assistência Humanitária, John Holmes, que está visitando Gaza afirmou que a destruição é chocante.

Holmes também esteve nas instalações da Agência de Assistência aos Refugiados Palestinos, que foi bombardeada por Israel, e disse que o fato de ninguém ter morrido foi um milagre.

O subsecretário-geral contou que visitou um abrigo, onde muitas pessoas ainda estavam reunidas porque não tinham lugar para voltar após suas casas terem sido destruídas.

Apelo

Depois da missão, Holmes retorna a Nova York com recomendações para o lançamento de um apelo de emergência, que deve ser anunciado no início de fevereiro. A operação militar destruiu grande parte da infra-estrutura de Gaza.

O embaixador de Portugal na ONU, José Filipe Moraes Cabral, disse que seu país já fez uma doação para os palestinos e está disposto a ajudar de novo.

Investigação

“Nós antecipamos, um pouco, com esta contribuição de US$ 400 mil, o que para um país como Portugal, nesta fase de crise econômica e financeira, a nível mundial, é também um esforço já de si importante. O que posso dizer também é que Portugal, certamente, não negará nenhum esforço para contribuir para uma reconstrução e uma reabilitação tão pronta quanto possível de Gaza”, afirmou.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a Israel que investigue os bombardeios às instalações da organização.

Além da Unrwa, os ataques de Israel atingiram, em incidentes separados, pelo menos três escolas das Nações Unidas e dois comboios de alimentos, terceirizados pela ONU.

 

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