PMA pede reabertura de cruzamentos para Gaza BR

PMA pede reabertura de cruzamentos para Gaza

Programa Mundial de Alimentos está distribuindo biscoitos vitaminados, mas ainda tem 600 toneladas de comida para entregar; subsecretário-geral, John Holmes, falou sobre destruição chocante.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, pediu ao governo de Israel que reabra todas as passagens para a Faixa de Gaza.

A agência da ONU informou que começou a distribuir biscoitos vitaminados à população da região, mas ainda tem 600 toneladas de alimentos para serem entregues.

Abrigo

O conflito de 22 dias em Gaza matou pelo menos 1,3 mil palestinos e 13 israelenses e deixou cerca de 5,5 mil feridos.

O subscretário-geral da ONU de Assistência Humanitária, John Holmes, que está visitando Gaza afirmou que a destruição é chocante.

Holmes também esteve nas instalações da Agência de Assistência aos Refugiados Palestinos, que foi bombardeada por Israel, e disse que o fato de ninguém ter morrido foi um milagre.

O subsecretário-geral contou que visitou um abrigo, onde muitas pessoas ainda estavam reunidas porque não tinham lugar para voltar após suas casas terem sido destruídas.

Apelo

Depois da missão, Holmes retorna a Nova York com recomendações para o lançamento de um apelo de emergência, que deve ser anunciado no início de fevereiro. A operação militar destruiu grande parte da infra-estrutura de Gaza.

O embaixador de Portugal na ONU, José Filipe Moraes Cabral, disse que seu país já fez uma doação para os palestinos e está disposto a ajudar de novo.

Investigação

“Nós antecipamos, um pouco, com esta contribuição de US$ 400 mil, o que para um país como Portugal, nesta fase de crise econômica e financeira, a nível mundial, é também um esforço já de si importante. O que posso dizer também é que Portugal, certamente, não negará nenhum esforço para contribuir para uma reconstrução e uma reabilitação tão pronta quanto possível de Gaza”, afirmou.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a Israel que investigue os bombardeios às instalações da organização.

Além da Unrwa, os ataques de Israel atingiram, em incidentes separados, pelo menos três escolas das Nações Unidas e dois comboios de alimentos, terceirizados pela ONU.