Rebeldes devem retomar paz na RD Congo, diz ONU
BR

23 janeiro 2009

Nota da Monuc, emitida após a prisão do líder do maior grupo rebelde do país, menciona oportunidade para pôr fim à violência.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, Monuc, pediu a um dos maiores grupos rebeldes do país, Congresso Nacional em Defesa do Povo, Cndp, que retorne ao caminho da paz.

O apelo foi feito pelo chefe da Monuc, Alan Doss, após a prisão do líder do movimento, general Laurent Nkunda, nesta quinta-feira.

Leia o boletim de Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York.

Negociações

“Segundo agências de notícias Nkunda foi detido no país vizinho, Ruanda, após resistir a uma tentativa de prisão organizada por congoleses e ruandeses.

Doss afirmou que o Conselho de Segurança já havia pedido ao grupo rebelde que participasse de negociações de paz.

Os combates entre forças do Cndp, que atuam no leste da RD Congo, e tropas do governo deixaram 250 mil pessoas desabrigadas desde agosto.

A Monuc voltou a pedir a proteção dos civis no conflito entre rebeldes e tropas congolesas.

Genocídio

No início desta semana, cerca de 4 mil soldados de Ruanda entraram na RD Congo para ajudar a combater os rebeldes.

Analistas dizem que Nkunda, que é da etnia tutsi, tentava proteger a área de ataques das forças hutu, que fugiram de Ruanda para a RD Congo após o genocídio de 1994.

Antes do reinício dos combates, no ano passado, pelo menos 800 mil pessoas já haviam fugido de suas casas, na província de Kivu Norte, perto das fronteiras com Ruanda e Uganda, por causa de conflitos anteriores.”

Cerca de 5 milhões de pessoas podem ter morrido durante 15 anos de conflito na RD Congo, que começou logo após o genocídio de Ruanda em 1994.

 

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